Enquanto capixabas e baianos discutem gulosamente quem faz a
melhor moqueca, os paulistas dizem... NEM BAIANA, NEM CAPIXABA.
A verdadeira moqueca de raiz brasileira vem do interior de São Paulo, não leva leite de coco ou azeite de dendê e não é feita de peixe.
A verdadeira moqueca de raiz brasileira vem do interior de São Paulo, não leva leite de coco ou azeite de dendê e não é feita de peixe.
Desta vez nossos índios venceram: quando os africanos
chegaram com as suas poquecas eles já faziam moquecas há muito, muito tempo. E
na confusão de poqueca com moqueca, venceu a indígena moqueca, que na linguagem
autóctone designa um cozinhado envolto em folha.
Moquear: envolver a caça ou o
guerreiro vencido em folha e cozinhar no moquém, uma grelha de varas sobre o
fogo. E tudo virou moqueca.
Os paulistas de Caçapava, no Vale do Paraíba, quietinhos e
escondidos como bons caipiras orgulhosos (no bom sentido, também indígena, que
significa habitantes do mato), vão mantendo a tradição destas delicadas e
deliciosas moquequinhas.
Semelhante às pamonhas, que são levadas à água fervente, mas
também muito nossas, ou deles, dos indígenas.
Tradicionalmente enroladas em folhas de bananeira e
amarradas com imbira (cordão feito da beirada das folhas), hoje em dia há também
quem faça embrulhadas em papel alumínio para servir em festas.
Vamos à receita:
Ingredientes:
- 1 frango grande cortado pelas juntas
- Sal e pimenta-do-reino a gosto
- 2 dentes de alho amassados
- 3 colheres (sopa) de óleo ou gordura de porco
- 1 cebola média bem picada
- 1 xícara (chá) de cheiro-verde picado
- 3 xícaras (chá) de água
- ½ xícara (chá) de azeitonas verdes picadas
- 1 xícara (chá) de farinha mandioca crua
*Folhas de bananeira ou caetê passadas em água fervente
1. Tempere os pedaços de frango com alho, sal e pimenta a
gosto. Deixe descansar cerca de 3 horas ou até o dia seguinte.
2. Coloque o óleo ou a gordura numa panela e aqueça com fogo
alto. Junte os pedaços de frango e frite até ficarem dourados. Acrescente a
cebola, o cheiro-verde e a água, tampe a panela, reduza o fogo e cozinhe até o
frango ficar macio. Tire do fogo e deixe esfriar.
3. Descarte a pele e os ossos do frango e corte a carne em
pedaços pequenos. Coloque na panela junto com o caldo formado.
4. Leve novamente ao fogo, acrescente a farinha de mandioca
aos poucos, como se fosse uma chuva fina, mexendo sempre para não empelotar,
até obter um pirão não muito duro. Junte as azeitonas, misture e deixe esfriar.
5. Preaqueça o forno em temperatura alta (220º C). Corte as
folhas de bananeira ou caetê em retângulos.
6. Coloque 1 colher (sopa) bem cheia da mistura no centro de
cada retângulo e enrole. Amarre as pontas com barbante.
7. Coloque os rolinhos numa assadeira, leve ao forno
preaqueçido e asse até as folhas ficarem tostadas. Tire do forno, coloque num
prato de servir e leve à mesa.
Bom Apetite!!!
*Caetês
(Stromanthe sanguínea, Sond.)
Em tupi “caa-etê” significa folha verdadeira. Da família das
marantáceas, designa uma espécie de bananeirinha do mato muito decorativa,
apreciada nos jardins das cidades. Utilizavam-se dela os índios para fazer
cestos, beber água e cozinhar. Ainda é utilizada no Vale do Paraíba, ao lado da
palha do milho e das folhas de bananeira, para envolver pamonhas e moquecas.
Fonte de pesquisa:
A matéria foi publicada na Revista RAIZ - edição 01 de
novembro de 2005.
A matéria de Caloca Fernandes traz a foto de Walter
Morgenthaler e o tira-teima final sobre a origem do prato que representa a
maior rivalidade cultural entre capixabas e baianos.
Artigo: Revista Raiz
17 comentários:
Oi Rachel,
Ótima explicação, adorei principalmente "Moquear: envolver a caça ou o guerreiro vencido em folha e cozinhar no moquém, uma grelha de varas sobre o fogo. E tudo virou moqueca." mesmo que esteja bem passado eu passo... rsrs
Gostei muito da sua receita de moqueca, linda apresentação e o sabor é certamente divino.
Bom final de semana, beijo,
Vânia
Oi, Rach,
Adorei este post, pois ignorava que a moqueca verdadeira é esta (e olha que eu "estudo" sobre culinária todo santo dia, nas minhas muitas publicações, rsrs).
Gostei muito também da idéia, que deve resultar deliciosa. Este prato, inclusive, me lembrou imediatamente do tamale.
Um beijo, bom fim de semana e muito obrigada pela presença e comentário gentil no "brinde" de 5 anos do blog!
Olá Rachel!
Eu não conhecia essa moqueca, amei a explicação e a receita, obrigada por compartilhar!
Bjs e aproveite seu fds ♥
Nunca comi mas gostei muito do aspecto,acho que ia gostar
bj
ADOREI, Rachel, meus parabéns! Vou compartilhar e fazer em breve. bjs
@Marly
Também lembrei do tamal (ou tamale), feito à base de milho e envolto em palha de milho.
Bem interessante seu post, Rachel!!
Raquel que loucura!!! Deve ficar muito bom.
Tânia Camargo
Oi, Rach,
Adorei este post, pois ignorava que a moqueca verdadeira é esta (e olha que eu "estudo" sobre culinária todo santo dia, nas minhas muitas publicações, rsrs).
Gostei muito também da idéia, que deve resultar deliciosa. Este prato, inclusive, me lembrou imediatamente do tamale.
Um beijo, bom fim de semana e muito obrigada pela presença e comentário gentil no "brinde" de 5 anos do blog!
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Usando papel alumínio devo assar por quanto tempo?
Já comi a moqueca Paulista, mas feita com muito menos ingredientes (apenas sal, pimenta, cebola e talvez cheiro verde picado bem fininho) que estava deliciosa.
PS. Removi o comentário anterior pois havia erro de grafia.
@Daniel
É uma delícia mesmo, obrigada pela visita!:)
Poderia trocar a folha de Banana pela folha de taioba?
@Anônimo
Fiz uma rápida pesquisa e vi que existem algumas receitas com a folha de taioba, creio que seja possível sim, mas tenho de dizer que nunca fiz com ela, taioba só comi refogada...
Sou de Caçapava e está e sim a verdadeira história da “ nossa moqueca”.. adorei o comentário sobre “ moquem” que desconhecia! Verdadeira delícia da “ terrinha”!
@Anônimo
Ahhh que legal... meu marido e meus filhos nasceram em Caçapava... meus sogros ainda moram lá.
Obrigada pela visita, volte sempre!!!
Bjuss!!!
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